Anderson Barreiro dos Santos foi condenado por homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores, pegando 17 anos, 11 meses e 23 dias de reclusão. Giovane Castro Morbach foi condenado por homicídio triplamente qualificado, dano qualificado e corrupção de menores, pegando 20 anos e 6 meses de prisão e 1 ano e 3 meses de detenção, além de 20 dias/multa.
Roberto Carlos Carvalho Pereira foi condenado a 20 anos e 4 meses de reclusão mais um ano de detenção e 20 dias/multa. Patrick Cassal Madrid foi condenado a 8 anos e 4 meses de reclusão, mais um ano de detenção pelos crimes de homicídio qualificado privilegiado, dano qualificado e 20 dias/multa.
Anderson foi defendido pelo advogado Cesar Augusto Laureano Von Helden, Giovani pelos advogados Gustavo Teixeira Segala e Tiago Machado Battaglin, Roberto por Alesson Lopes Rangel e Patrick por Pedro Gabriel Tavares Souto De Lima Langendorf.
O primeiro dia de júri teve início na manhã de terça-feira (23), com depoimentos das testemunhas e dos réus. No segundo, a Promotoria e os advogados de defesa dos réus expuseram suas teses, encerradas próximo às 22 horas. Logo depois, o conselho de jurados, formado por cinco mulheres e dois homens, concluiu a votação e determinação das sentenças por volta das 2h.
Primeiro júri
A primeira parte do júri foi realizada em julho com seis réus em razão da complexidade do caso. No toral, são 10 réus envolvidos, além de defensores e testemunhas em plenário. Em maio deste ano foi determinada a cisão do processo, com o intuito de facilitar o entendimento dos jurados.
Na ocasião, Robson Carvalho Pereira e Paulo César dos Santos Ferrer foram condenados a uma pena de 22 anos e 11 meses e 20 dias de prisão e 20 dias-multa, cada um, pelos crimes de homicídio qualificado (motivo torpe, meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima), corrupção de menores e dano. Pelos mesmos crimes, Adriel Gomes Corrêa e Alan Costa Rieffel foram condenados a 21 anos e 4 meses de prisão e 20 dias-multa, cada um. Anderson Martins Pedroso a 21 anos e 4 meses de prisão e Sílvio Jobim D’Ávila a 13 anos e 4 meses de prisão por homicídio qualificado e corrupção de menores. Todos em regime inicial fechado.
Entenda o caso
O crime ocorreu no dia 25 de dezembro de 2016 em um posto de combustíveis localizado na BR-290, após uma briga de casal que resultou em uma confusão envolvendo um grande número de pessoas. O policial Bento Júnior, de folga, teria tentado intervir na confusão, e teria sido agredido com um golpe de facão por João Gabriel Ferraz da Silva, 16 anos, momento em que teria disparado em legítima defesa.
O adolescente morreu e outras duas pessoas ficaram feridas. Após os disparos, o policial foi desarmado, espancado e esfaqueado por um grupo de pessoas envolvendo adultos e adolescentes. Ele foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
O laudo pericial apontou que Bento foi avaliado com dezenas de feridas e concluiu que a morte se deu por hemorragia intracraniana, consecutiva a traumatismo crânio-encefálico por arma branca.
*com informações do Caderno 7